quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Tomás reitera pedido de plano de segurança pública para o Interior

O vice-líder do PSDB na As 56b sembléia Legislativa, deputado Tomás Figueiredo, voltou a criticar, nesta terça-feira (05/08), o secretário de Segurança Pública e Defesa Social, Roberto Monteiro, pelo fato de o Ceará não ter um plano do setor para os municípios interioranos.

O tucano citou seu pronunciamento da última sexta-feira (01/08) sobre a sensação de insegurança em que vive a população do Interior e disse que, desde então, mais casos de assaltos, roubos, furtos e mortes foram registrados. “Precisamos de algo real que utilize nosso pequeno efetivo e os equipamentos que temos disponíveis, porque é com isso que vamos fazer alguma coisa. Não adianta esperar que o Ceará tenha o efetivo homem-cidadão ou Hilux por todo o Estado para que se faça segurança”, reclamou.

Tomás afirmou que nem a Polícia tem condições de contabilizar quantas ocorrências aconteceram, porque o número de servidores é insuficiente para realizar um balanço. Contudo, ele listou uma série de assaltos ocorridos em Santa Quitéria e citou uma caminhada pela paz organizada pelos moradores com o intuito de sensibilizar R 56b oberto Monteiro e cobrar respostas a requerimentos aprovados pela Assembléia.

Segundo o deputado, esses requerimentos não foram respondidos até hoje e só chegaram à SSPDS pelas mãos do líder do Governo, deputado Nelson Martins (PT). “Isso mostra o total desrespeito do secretário com esta Casa”, criticou, garantindo que, desde maio de 2007, os relatos de assaltos são quase que diários em Santa Quitéria.

De acordo com o tucano, a situação está tão grave que as pessoas estão migrando de suas propriedades rurais para os centros urbanos pensando que, nesses locais, a segurança é mais efetiva. Isso, conforme afirmou, tende a se intensificar nos próximos meses. “Não sabemos quantas pessoas mais precisarão morrer para que o secretário volte de suas viagens e dê a atenção devida à segurança pública no Interior”, pontuou, citando que Roberto Monteiro está em Brasília e só deve retornar dentro de cinco dias.

Por fim, Tomás considerou que os maiores entraves da falta de segurança estão na impunidade, na falta de penas duras e de resultados práticos de ações formuladas pela Sec 563 retaria. “E não adianta exportar o Ronda do Quarteirão pro Interior, porque em zona rural não tem quarteirão. Enquanto não se tomar uma atitude enérgica, mais pessoas serão vitimadas”, concluiu.
BC

Fonte: Coordenadoria de Comunicação Social
comunicacao@al.ce.gov.br

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